Os gerentes de TI precisam enfrentar um grande desafio: lidar com a tendência de funcionários que levam para as empresas tablets e smartphones e utilizam os aparelhos com a rede corporativa. O programa “traga o seu próprio dispositivo” (Byod, da sigla em inglês) pode ser uma grande armadilha para as empresas que ainda não estão prontas o suficiente para verificar, de forma eficiente, se o uso dos dados corporativos está sendo feito de maneira que não prejudique as redes e a imagem da marca.
Informações sensíveis estarão sendo sincronizadas e acessadas por aparelhos pessoais de qualquer lugar a qualquer hora adicionando um ponto de vulnerabilidade preocupante e ameaçador, segundo Sérgio Fabossi, presidente da Akcela, empresa focada na prestação de serviços e venda de soluções nas áreas de application delivery.
“Será que as empresas brasileiras estão prontas para isso? Sem gerenciamento e controle, estes aparelhos podem deixar de ser um aliado aos profissionais e se tornarem um pesadelo. É preciso planejar, criar políticas e utilizar uma solução de gerenciamento específica para este fim”, avalia. Impor políticas para fazer bom uso da tecnologia é a melhor forma do Byond não se tornar uma ameaça para a rede corporativa.
As soluções de Mobile Device Management (MDM) ganharam importância neste cenário com a proposta de prover controle e gerenciamento para que iPhones, iPads, Androids e outros dispositivo móveis deixem de ser uma intimidação e sejam ferramentas poderosas de trabalho para profissionais.
Em caso de perda ou roubo do aparelho, a solução permite apagar remotamente os dados contidos no dispositivo, que primeiramente será bloqueado. Isso é o mínimo de segurança que as empresas precisam ter, reforça o executivo. “A companhia necessita estar certa de que os dados corporativos em centenas de smartphones e tablets de funcionários estão protegidos. É necessário ter condições de controle sobre os dispositivos e obrigar os usuários a criarem senhas de acesso”. Outros problemas são os vírus que vem por meio da difusão da tecnologia e que devem ser observados. “As companhias não têm como fugir da solução de ferramenta MDM pra controlar esse parque.”
Mas as dicas de segurança não param por aí: definir que tipos de aplicativos poderão rodar nos aparelhos, apontar desvios em relação à política de segurança da empresa, gerar relatórios variados e manter controle de inventário. Para Fabossi, essas são sem dúvida uma grande ajuda para os gestores de segurança e TI.