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Falando para um público de cerca de três mil pessoas na abertura do Citrix Summit 2011, evento anual voltado para parceiros que acontece em San Francisco (EUA), o CEO da companhia, Mark Templeton, proferiu um discurso que começou por exaltar os resultados recentes atingidos pela empresa, passou por uma lição de vendas que prioriza o porquê das coisas e chegou a um tópico em alta na empresa que é a consumerização da TI ou a transformação pela qual passa a tecnologia como preferiu abordar o executivo.
Depois de comemorar os bons números da empresa, só de Xen Desktop foram quatro milhões de licenças embarcadas em 2010, um crescimento de 400%, Templeton convidou os parceiros a uma reflexão, dizendo que eles deveriam começar sempre pelo porquê das coisas. Para ilustrar melhor a ideia que gostaria de passar, veiculou um vídeo onde Simon Sinek falava sobre como grandes líderes inspiram ações.
“Como vocês explicam quando as coisas não acontecem”, indagava Sinek no vídeo. “Por que a Apple é tão inovadora? Eles tem os mesmos talentos, acesso, mídia, porque, então, tem algo diferente?”, continuou. A explicação do especialista e autor do livro “Start with Why”, é que muito do insucesso das pessoas acontece porque quase nunca consegue-se explicar o porquê das coisas. Na Apple, afirmou no vídeo, tudo o que é feito tem um único propósito: tornar as coisas o mais simples possível e, talvez, por isso, exista essa legião de fãs da marca. “As pessoas compram porque você acredita”, pontuou já quase ao final do vídeo.
Continuando com sua apresentação, Templeton endossou o discurso de Sinek, dizendo que as pessoas não compram o que você fabrica, mas o porquê daquilo tudo e pediu aos canais e revendas que pensassem nesta questão, já que, no fundo, o que os clientes compram são ideias. No caso da Citrix, exemplificou o CEO, o porquê está em possibilitar que as pessoas trabalhem onde, quando e da forma que quiserem.
“Temos diversos tipos de soluções para clientes ao redor do mundo, parceiros de integração de sistemas. Estamos na agenda do hoje e do amanhã”, afirma, para, depois, lembrar que a Citrix surgiu com a ideia de entregar aplicativos Windows remotamente e hoje conta com diversas possibilidades. “Há uma transformação da TI de sistemas corporativos para cloud e uma preocupação maior com a experiência do usuário. Tudo isso pede uma plataforma de computação virtual. Rodeia isso colaboração via web, dados na nuvem, aplicações, devices de pessoas e nuvem privada. A TI vai gastar mais tempo na entrega de rede, de forma a plugar na infraestrutura de cloud. Isso leva produtividade, flexibilidade, novas capacidades. Vamos liderar as conversas com a TI.”
*O jornalista viajou a San Francisco a convite da empresa
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