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O inevitável modelo cloudsourcing
 

Fonte:  Computerworld 11/01/2012

 

O uso de tecnologia de informação como diferencial competitivo por parte das empresas já está fora de discussão quanto à eficiência e à necessidade. O que vem exigindo atenção e decisões por parte dos CIOs é outro assunto – a profunda transformação vivida hoje, em que os modelos tradicionais de provisionamento passam a conviver com ofertas baseadas na computação em nuvem.

A avalanche de novas soluções e serviços disponibilizados via internet e em modelo de cloud computing coloca na mão dos usuários mais “conectados” serviços novos, arrojados e de custo granular (ou por demanda). Esses serviços destacam-se por sua facilidade de aquisição e rapidez de ativação. Coibir o uso dessas soluções em nuvem significa demonstrar ao usuário que a empresa ou seus processos de governança em tecnologia de informação estão atrasados e são muito conservadores.

A solução para atender às demandas dos clientes internos com a velocidade e custos adequados é adaptar parte dos processos e soluções para o uso em modelo de cloud computing. Trata-se de algo semelhante aos serviços que o usuário já utiliza de forma autônoma e independente, porém adequados aos processos e políticas de segurança e provisionamento definidos pela empresa. Uma vez feito isto, o controle do uso de TI passa a ser resgatado pelos CIOs e os mecanismos de segurança retomam sua eficiência.

Nesse cenário, as áreas de TI estão buscando implementações de aplicações em nuvem customizadas ao seu ambiente. Esse planejamento para migração de parte de seu ambiente ou mesmo adoção de novas aplicações na nuvem exige um trabalho de consultoria e provisionamento prévio que garantirá menores custos, maior velocidade e eficiência na implantação do projeto. É nesse momento que entra em cena os cloud facilitators (nome usado no mercado americano – no Brasil, esse tipo de player foi apelidado de cloud angels), empresas especializadas em análise de cenário atual, considerando toda a complexidade do ambiente de produção de TI das empresas. Os cloud angels sabem como transformar esse ambiente, ou parte dele, para uso de modelos baseados em nuvem.

Além disso, são os coud angels os responsáveis por garantir a segurança das informações que trafegam na rede corporativa e que agora estão, em parte, atuando em ambiente externo (ainda que em nuvem privada). É papel dos coud angels, também, fazer o gerenciamento dos ambientes, o provisionamento e, principalmente, a orquestração (“orchetration”) entre o ambiente tradicional e o novo implementado em nuvem. Esse processo de terceirização cria o novo modelo de outsourcing que estamos chamando de cloudsourcing.

Mais do que transformar o uso da tecnologia de informação, a implementação e uso de cloud computing por parte das empresas está modificando métodos e processos de aquisição e disponibilização de TI.

Isso acontece, primeiramente, porque com os mecanismos de provisionamento, as compras são feitas sob demandas periódicas e geográficas (por área de interesse). Um segundo ponto a ser analisado é o fato de que a solução em nuvem tem sua aquisição regida por contratos flexíveis em quantidades (elásticas) e, ao mesmo tempo, rigorosos níveis de serviços (SLA).

Assim sendo, os gestores atuais de TI devem ter ferramental especializado para gerenciar contratos tradicionais, além de os de outsourcing e cloudsourcing. Vivemos uma fase de transição em que todos esses modelos podem conviver juntos e em harmonia. Uma forma da corporação vencer os desafios do momento atual é contar com a expertise dos cloud angels.

As pessoas à frente dessas empresas podem ajudar o CIO a realizar a gestão do ambiente. Isso é feito de modo a garantir à equipe de TI a entrega de informações essenciais e sumarizadas que possam permitir o acompanhamento de tudo o que se passa, chegando-se ao ponto de entender qual o impacto do uso das novas tecnologias e dos provedores no aumento da eficiência dos resultados do negócio.