Notícias Microware: Cloud Computing demanda mais compradores
 

 

 
 

Cloud Computing demanda mais compradores
 

O objetivo principal não é uma infraestrutura completa de nuvem. As empresas querem apenas usar aplicativos online, desenvolver ou executar aplicações mais automatizadas. 

Fonte:  Computerworld 04/01/2012

 

O uso de serviços em nuvem continua a subir entre os respondentes da pesquisa realizada pela InformationWeek sobre cloud computing. Nos dados que podemos ver, a tendência dominante em 2012 de fato é a nuvem: as equipes de TI estão focadas em executar serviços mais sofisticados em cima da infraestrutura básica x86.

Um ponto para se observar é que se projetam novas utilizações de diferentes tipos de computação em nuvem. Nós vemos menos novos adeptos de infraestrutura como um serviço ao longo dos próximos 12 meses. No entanto, os novos usuários da plataforma como um serviço, software como um serviço e serviços de cloud computing fornecidos por todos os fornecedores de virtualização continuam em alta ou em porcentagem elevada.

Perguntamos a 240 profissionais de TI, cujas empresas estão usando ou planejando usar a nuvem, quais serviços eles gostariam de começar a usar nos próximos 12 meses. Infraestrutura como um serviço foi citada por apenas 26%, contra 38% no ano passado.

Em contrapartida, 48% disseram que irão usar provedores de tecnologia de virtualização para computação em nuvem nos próximos 12 meses, um aumento de 8% em relação ao ano passado. Acredito que há um elevado interesse na nuvem privada dentro das empresas. Além disso, 42% citaram fornecedores de plataformas (como Salesforce.com, plataforma Force.com e Yard’s Ruby ou SmartCloud da IBM), mesmo percentual de 2011, fato que reflete o desejo de desenvolver mais aplicativos em nuvem. 36% citaram o software como um prestador de serviços (aqueles que incluem Salesforce, SugarCRM, Intuit e NetSuite).

Entre os usuários de cloud, 57% utilizam SaaS, 56% usam provedores de tecnologia virtualizada, 42% usam plataformas e 27% usam infraestrutura.

Os resultados da nova pesquisa refletem, em minha opinião, um apetite para os serviços mais avançados de nuvem já disponíveis.

A pesquisa não mostra o abandono da infraestrutura como um serviço tanto como um maior interesse nos serviços de alto nível que pode ser adicionado a ele. A pesquisa perguntou qual “novo” provedor será usado nos próximos 12 meses. Alguns entrevistados já estão usando Amazon, Terremark, Rackspace, GoGrid ou outras infraestruturas como um serviço. Então, os números indicam que “novos” usuários de nuvem estarão focados nos serviços de nível superior, onde quer que sejam encontrados.

Isso não é necessariamente uma má noticia para o principal provedor de serviços de infraestrutura de cloud, a Amazon Web Services. Pequenos provedores de platadormas de desenvolvimento em nuvem, como o fornecedor Zend Technologies, já têm utilizado a Amazon como mecanismo de hospedagem para seus serviços. As plataformas oferecem ferramentas de desenvolvimento e frameworks. Uma vez que o desenvolvedor produz um aplicativo, ele pode utilizar o sistema da plataforma de mensagens subjacentes e conexões com servidores de databases, Web services e um servidor de aplicativos.

A tendência foi citada no início deste ano por Werner Vogels, CTO da Amazon Web Services, durante entrevista na Cloud Connect, “deixe mil plataformas florescerem.” Cloud Foundry, da VMware, que oferece o Spring Framework para desenvolvedores Java e a plataforma de desenvolvimento Red Hat’s OpenShift também estão baseados na Amazon.

O interesse nas operações de nuvem privada, que podem trabalhar em conjunto com a nuvem pública, cresceu acentuadamente em 2011. A Microsoft e a Vmware, em particular, voltaram sua atenção para os serviços de alto nível incluídos na compilação de ambientes de nuvem privada, fazendo uso de seus produtos de virtualização como um conjunto de software de nuvem, que funciona dentro do próprio data center da companhia. Com estes serviços de alto nível, a ênfase é gerenciar o ambiente virtualizado do data center da empresa para permitir funções como auto-atendimento para usuário final.

Os fornecedores de virtualização permitiram a criação de máquinas virtuais, atribuindo-lhes CPU, memória e rede, permitindo que eles sejam movidos para diferentes hosts ao longo do dia. “Todos os anos a expectativa de capacidade de gestão integrada é uma linha que se move mais”, diz Ramin Sayar, vice-presidente de produtos da VMware. Se você fosse capaz de criar uma máquina virtual bem projetada para usuários implantarem ainda neste ano, a expectativa seria a de gerar o mesmo VM com uma camada adicional de automação. Em algum momento, eu espero que um dos fornecedores de virtualização ofereça um sistema capaz de recuperar desastres automatizados, uma condição que está longe de ser verdade. Até agora, ninguém é voluntário a incluir isto como uma opção no seu software.

Para criar uma nuvem privada altamente automatizada exige mais inteligência combinada para ser colocada no software de virtualização. Não é só o esforço do fornecedor. É necessário que o gestor da rede, o gerente de armazenamento e o administrador do servidor combinem as suas inteligências com o melhor feedback que podem ter a partir de operações. Em seguida, determinar os limites dentro dos quais o usuário final de auto-atendimento pode viver em sua organização.

Os serviços de cloud pública e privada que conhecemos hoje não são estáticos. Eles vão buscar constantemente um nível maior de abstração, assim como a engenharia aeronáutica procura aeronaves capazes de altitudes e velocidades mais altas para prestar um melhor serviço ao usuário final do negócio. Esse processo está bem encaminhado e os usuários estão interessados na nuvem, de acordo com os resultados desta pesquisa. A principal questão é o quão longe ele pode ir.