|
Em 2010, o segmento nacional de TI movimentou 85,09 bilhões de dólares. Os números, levantados pela consultoria IDC, foram divulgados pela Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) e representam 4% do PIB do País.
De acordo com os dados, somando-se a área de telecomunicações, o valor sobe para 165,69 bilhões de dólares, com um peso relativo de 7,9% do PIB brasileiro. Telecom foi responsável por movimentar 80,60 bilhões do mercado. A maior fatia do faturamento setorial é do mercado interno nacional, que movimentou 163,3 bilhões de dólares no ano passado, o sétimo do mundo. Considerando-se apenas TI, o mercado interno brasileiro é o oitavo mundial, com faturamento de 82,7 bilhões de dólares.
Destaque ainda para a TI in-house que movimentou 39,50 bilhões de dólares no período. Hardware aparece logo depois na lista, com 20,01 bilhões de dólares.
As exportações e operações internacionais de companhias nacional representaram 2,39 bilhões no ano passado. Na avaliação da Brasscom, esse número ficou aquém das expectativas do setor. Influenciaram na formação desse quadro, a inflação de serviços, altos custos trabalhistas e valorização do real.
Para o presidente da Brasscom, Antonio Gil, as oportunidades são grandes, mas os desafios também. “O País precisa reduzir os custos os custos da mão de obra, que em TI representam em torno de 70% das receitas das empresas; formar mão de obra qualificada; melhorar a infraestrutura de TI; além de promover a inovação”, afirma. Segundo ele, a meta do setor para 2020 é ampliar em 6,5% o peso da TI para o PIB.
Expectativas mundiais
O mercado mundial de TI, que em 2010 foi de 1,5 trilhão de dólares, deve duplicar até 2020, alcançando 3 trilhões de dólares. Desse montante, espera-se que 900 bilhões de dólares sejam provenientes de novas aplicações em bancarização, segurança, educação, saúde e transporte.
|